Bem vindos ao blog Mais Guitarra !!

Photo by Antonio Portugal

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Olá pessoal !!

Eu sou o Jhonatan, guitarrista de São Paulo, integrante da banda Retiro e parceiro Bombags Semi Cases e Stringjoy Custom Strings USA, e este é o blog Mais Guitarra.

Estou envolvido com música a minha vida toda e toco guitarra há quase 10 anos, o projeto Mais Guitarra foi uma forma que encontrei de compartilhar minhas experiências e o conhecimento que adquiri ao longo dos anos como músico, e que continuo a adquirir no meu dia-a-dia, e também de levar conteúdo de qualidade aos guitarristas, não somente sobre música mas também sobre equipamentos e muito mais, tudo isso com a ótica de quem também é apaixonado por este instrumento tão incrível que é a guitarra.

Se você é guitarrista ou amante de música em geral, gosta de apreciar belos instrumentos e de se manter por dentro das novidades do mundo musical, aqui é o seu lugar ! Não deixe de curtir nossa página no Facebook e de se inscrever em nosso canal do Youtube, deixarei os links sempre à disposição, um abraço e até logo !

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Sergio Buss – A arte e suas vertentes

Serj Buss

Imagine-se sendo um guitarrista bem sucedido, já reconhecido mundialmente e visto como um prodígio, com potencial pra ir bem mais longe, você deixaria tudo pra fazer o que realmente gosta?

Nós músicos estamos envolvidos com várias outras vertentes artísticas, afinal boa parte delas é essencial pra nós. Áudio, vídeo, design, fotografia, são coisas que precisamos ter contato no dia-a-dia e que as vezes acabamos pegando gosto em fazer, pra alguns chega a se tornar profissão secundária e pra outros até principal, é certo que quem nasce pra vida artística não consegue trabalhar em outro ramo. Sergio Buss encontrou na fotografia uma outra vocação, teve fé no próprio potencial e seguiu em frente sem medo de dar errado.

Em meados dos anos 90 Sergio Buss surgiu como um grande nome da música nacional e internacional, sendo aclamado por muitos como um dos melhores guitarristas brasileiros, mas ele não se deu por satisfeito e resolveu mudar de profissão bem no auge, o que deixou muitos fãs do seu trabalho inconformados.

Sergio Buss – Guitarrista

O que dizer de um cara que tocou com nada mais nada menos que Steve Vai? Sergio Buss é formado em música e engenharia de som no RIT – Recording Institute of Technology de Los Angeles, ele ganhou notoriedade no cenário musical quando trabalhou com Steve Vai (como sideman e assistant engineer), inclusive participando de uma das turnês de Steve Vai pelo Brasil (vídeo abaixo), além de ter gravado com Vai os álbuns Alien Love Secrets e Fire Garden. Em 1998 criou a banda Tritone com as feras Edu Ardanuy e Frank Solari, gravando o álbum Just For Fun (And Maybe Some More Money…), que foi uma espécie de G3 brasileiro.

Entrevista de Steve Vai e Serj Buss para a MTV Brasil:

 

 

Em 1997 Serj lançou seu disco solo Incarcerated Scream, em 2006 lançou a EP B.A.G e em 2007 veio o segundo disco, Liquid Peace Of Me.

Trecho da música “Perverted Cereal Killer” (LPOM):

 

 

A transição

Em 2009 Sergio Buss  decidiu se dedicar somente à fotografia profissionalmente. Segundo sua entrevista para a revista Guitarload, ele disse que começou a fotografar por conta de um projeto de resgate de animais que ele tinha, sem nenhuma pretenção profissional, mas com o tempo começaram a surgir convites para fotografar animais com seus donos e logo em seguida fora do mundo canino, e isso foi tomando uma proporção cada vez maior.

Mas o “X” da questão é que o cara realmente decidiu sair da zona de conforto.  Ele já tinha uma carreira, já estava sendo reconhecido pelo seu trabalho, estava vivendo o sonho da maioria dos guitarristas, viver só da música e tocar com os melhores. Mas ele resolveu chutar o balde e investir no que acreditava ser melhor pra ele, e ao contrário do que muitos podem ter pensado, o cara se saiu muito bem, hoje Sergio Buss é referência como fotógrafo, tanto quanto era como guitarrista, apesar de ser uma profissão de menor visibilidade.

Sergio Buss e a fotografia

Quem conhece fotografia sabe que tanto quanto na música, é preciso ter um certo feeling, e isso Sergio Buss tem de sobra. Entre os trabalhos de Buss como fotógrafo, o projeto “Become a Song” se destaca, por unir suas duas formas de expressão artística.

“Durante boa parte da minha vida eu trabalhei compondo músicas pra comerciais de televisão e, por causa disso, o processo de criar inspirado em imagens sempre foi um processo natural pra mim. Depois que comecei a fotografar não demorou muito pra surgir a pergunta: ‘E porque não fazer o contrário?’ As músicas são somente um ponto de partida, eu não busco uma tradução literal como resultado final. A letra, uma sequência de acordes, a melodia, o arranjo, o clima da música, ou simplesmente a sonoridade de um instrumento específico… qualquer um desses elementos pode servir como espinha dorsal para um novo ensaio.” – Sergio Buss

Abaixo alguns cliques de um dos ensaios do projeto, inspirado na música “The Rain Song” do Led Zeppelin:

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Cada ensaio é baseado em uma música, difícil não notar o sentimento registrado em cada clique, Buss consegue aplicar sua assinatura única em tudo que faz, seja música ou fotografia, coisa fina, mas é claro que isso é apenas uma amostra minúscula do trabalho incrível que esse cara faz, mas dá pra conferir outros diversos trabalhos de fotografia em seu site: www.sergiobuss.com .

É claro que Sergio Buss ainda toca guitarra, segundo ele até mais do que antes, mas o que antes era obrigatório, hoje é apenas prazer e diversão, e não existe nada melhor do que se divertir fazendo o que gosta não é verdade?

Eu pude tirar uma lição muito importante da história desse cara: Independente das circunstâncias ou do que os outros irão pensar, não se acomode, não deixe de acreditar em você mesmo, corra riscos e faça o que você realmente ama, mesmo que isso pra muitos pareça loucura, porque no fim o que importa é se você vai ser feliz.

Espero que tenham apreciado essa história meio doida sobre um cara que fez do hobby profissão e da profissão um hobby, particularmente é algo que eu queria muito escrever, por ser a respeito de um dos caras que eu mais admiro, espero que tenham gostado e até a próxima !

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Fontes utilizadas: Wikipedia, Revista Guitarload #22.

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O que é Djent afinal ?

– Você sabe o que é Djent?

djent

Se você curte Rock ou Metal, certamente já ouviu o termo Djent de um tempo pra cá, mas o que realmente significa isso?

Bom, Djent é um estilo musical (mais precisamente um subgênero do metal) que surgiu no início dos anos 2000 nos EUA, tendo como principal influência a banda Meshuggah.

A palavra Djent na verdade é uma onomatopéia, ela representa o som que a guitarra faz quando a gente toca um palm-mute com muita distorção, ganho e afinação baixa.

Apesar disso o Djent não se trata apenas de um timbre ou sonoridade, mas sim de uma maneira diferente de fazer música, desde os riffs e compassos empregados até a sua mixagem.

Após a criação dessa sonoridade pelo guitarrista Fredrik Thordendal do Meshuggah, a mesma foi explorada pelo guitarrista e produtor Misha Mansoor (Bulb), que criou a banda Periphery. Com o sucesso da banda na internet através de fóruns como o sevenstring.org entre outros, diversos músicos começaram a se interessar por esse tipo de som, desencadeando um grande movimento e o surgimento de várias bandas.

 

O Djent desde então vem adquirindo sua identidade própria, se tornando cada vez mais característico. Além do som grave e pesado dos riffs, a maioria das bandas possui um vocal limpo e outro gutural ou apenas o vocal gutural, outro elemento muito explorado é o uso de teclados e efeitos digitais (sinths) e o uso da guitarra limpa com bastante delay.

Misha Mansoor (Bulb)

Misha-Mansoor-by-Alex-Wohleber2

Este é o nome mais importante quando se fala em Djent, pois além de ser o guitarrista responsável por moldar e difundir o estilo, Misha ainda produziu a maioria das bandas precursoras dessa sonoridade, o que faz com que sua identidade como músico e produtor esteja diretamente relacionada ao Djent. Segundo Mansoor os guitarristas John Petrucci, Ron Jarzombek e Fredrik Thordendal foram as influências mais importantes para seu desenvolvimento musical.

Misha é guitarrista do Periphery e co-produziu todos os álbuns da banda. Entre seus trabalhos como produtor também estão: Veil Of Maya, Born Of Osiris, Animals As Leaders, Haunted Shores e Volumes.

O que é preciso pra ser um guitarrista de Djent?

Normalmente os guitarristas de Djent são extremamente virtuosos, afinal não é algo simples de se tocar porque além da pegada absurda que se precisa ter na mão direita, é necessário ter um bom conhecimento em diferentes compassos pois os riffs dificilmente são construídos no básico 4/4. Guitarras de 6 cordas dificilmente são utilizadas, pois o timbre grave que caracteriza o Djent é extraído mais facilmente nas guitarras de 7 e 8 cordas, os captadores utilizados não precisam necessariamente ser ativos, mas muitos guitarristas os preferem pelo ganho maior. Os amplificadores utilizados são os mais variados High Gain, desde os clássicos Peavey 5150 e Mesa Boogie até os modernos Diezel. Devido a grande quantidade de efeitos presentes nas músicas, a maioria dos guitarristas Djent preferem usar sets digitais como o Fractal Audio Axe-FX ou o Line 6 POD HD Pro.

Entre os guitarristas de Djent se destacam:

  • Mark Holcomb (Periphery)
  • Tosin Abasi (Animals As Leaders)
  • John Brown (Monuments)
  • Aaron Marshall (Intervals)
  • Acle Kahney (Tesseract)

 

O Djent no Brasil

Por enquanto foram poucos brasileiros que se arriscaram na praia do Djent, até porque é algo bastante novo na cena metaleira internacional, que ainda está em crescimento. Mas um cara que merece destaque é o guitarrista Ed Garcia, que ganhou reconhecimento internacional através do seu projeto Vitalism, trabalho absurdo que não perde em nada para as produções gringas, fica a dica:

 

É isso galera, se você achou Djent algo interessante, seguem algumas sugestões de bandas desse estilo pra você ouvir (pelo menos as mais obrigatórias na minha opinião):

– Periphery
– Tesseract
– Monuments
– Veil of Maya
– Born Of Osiris
– Volumes

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Fontes utilizadas: Wikipedia e Sevenstring.org

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Guitarra dos sonhos [03] – Skervesen

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E aí guitarristas ! Hoje vamos falar sobre a Skervesen, uma das fabricantes de guitarra mais badalada dos últimos tempos por conta do seu design inovador e acabamentos impecáveis que atiçam a G.A.S de qualquer guitarrista mortal.

A fábrica da Skervesen fica em Pruszcz Gdański, Polônia. As guitarras não são construídas por um único luthier, mas por uma equipe, infelizmente não encontrei informações sobre quem são os mestres por trás das obras de arte, soube apenas que um dos caras (co-fundador da marca) trabalhou por um período de aproximadamente 10 anos na Mayones, que é outra fabricante de guitarras custom muito bem conceituada.

A Skervesen constrói guitarras há mais de 12 anos, seus intrumentos são totalmente personalizáveis em termos de formas, madeira e hardware. Impossível não achar essas guitarras lindas, o capricho no acabamento, formas elegantes e principalmente as madeiras exóticas criam um visual mais matador que o outro, tudo isso pode ser configurado em guitarras de 6,7,8,9 até 10 cordas, e eles também fazem contrabaixos.

Os modelos fabricados pela marca são muitos, tendo uma das maiores variedades de modelos entre as marcas custom do mercado, são eles: 4AP, Astilla, Chiroptera, Kallisti, Lagarto, Nebelung, Raptor, Shoggie DC (Headless), Shoggie SC (Headless), SkerveTEN (Headless de 10 Cordas), Cisne, Tamandua (um tipo de Telecaster) e Tindalos (um tipo de Les Paul Fanned Fret).

Alguns modelos Skervesen:

Raptor

O modelo mais popular da marca, segundo eles sua construção gera um som forte e intransigente, e o segredo pra isso está na seleção das madeiras e dos captadores adequados para o projeto, seu timbre agrada músicos que tocam do Rock clássico até o mais moderno Djent pesadão.

Se liga no som do modelo Raptor 7:

World Domination Mod

Essa modificação exclusiva da Skervesen foi projetada por Radek “Vicol” Wykocki e se trata de um circuito eletrônico especial que contém potenciômetros de alta qualidade e duas chaves de três seleções. Com um você escolhe o captador e com o outro escolhe entre os modos: humbucker, single (defasa uma das bobinas) ou o que eles chamam de acústico (é uma mod que eles desenvolveram que faz a guitarra soar como uma semi-acústica ou um violão, mas não chega a ser um piezo).

Quanto custa?

Pra ter uma dessas é necessário desembolsar no mínimo 1800 Euros (valor referente a um modelo de entrada), é necessário um depósito de 40% do valor através de transferência bancária e em cerca de 6 a 7 meses a guitarra estará pronta. Ao contrário de outras marcas custom  a Skervesen não possui lista de espera.

Veja mais a respeito no site oficial:

http://skervesen.eu/

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Guitarra dos sonhos [02] – Strandberg

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Fala pessoal, tudo legal?

Dessa vez vamos falar da marca de guitarra que é considerada a mais ergonômica do mundo, eu estou falando da Strandberg Guitarworks da Suécia.

A Strandberg Guitarworks foi fundada em 1982 em Uppsala – Suécia, e tem construído instrumentos handmade desde então, atualmente é uma marca que tem como foco o design em função da ergonomia e o uso de alta tecnologia para criação de instrumentos e componentes proprietários.

 

O luthier:

Ola Strandberg é o cara ! Ele estudou para ser engenheiro mecânico e trabalhou na área durante anos, adquirindo competências de CAD / CAM, bem como uma vasta experiência em desenvolvimento de produtos e protótipos de usinagem de componentes, trabalhou como técnico de guitarra no Uppsala Musikverkstad e HBL (Distribuidores da Charvel/Jackson na Suécia) durante anos, mas posteriormente mudou para o ramo de software, onde desenvolveu o “EGS – Ergonomic Guitar System” (Sistema de Guitarra Ergonômica) iniciado em 2007.

O EGS compreende:
– Sistema de pontes leves para guitarras headless (sem headstock)
– Guitarras headless de 6, 7 e 8 cordas construídas para necessidades exclusivas de cada músico
– Multi-escala e braços trapezoidais com escalas sob medida para se adequarem ao seu corpo e estilo de tocar

 

Construção:

Segundo informações da própria Strandberg, o baixo peso de suas guitarras traz o equilíbrio perfeito, ao retirar o peso do headstock a guitarra fica muito leve e ainda assim permanece balanceada e você consegue tocar com mais conforto e por mais tempo. os shapes de corpo são extremamente versáteis e também foram desenvolvidos pela própria Strandberg, visando o melhor conforto independente do posicionamento que você utilize ao tocar.

Todo o hardware é feito por eles, utilizam em sua fabricação a fibra de carbono e uma liga de alumínio, a mesma utilizada na construção de aeronaves. As peças possuem baixo peso e alto desempenho e geram um timbre bastante característico, pois a liga de alumínio transfere vibrações mais efetivamente na madeira.

 

*EndurNeck™

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A maior sacada da Strandberg é o EndurNeck™, trata-se de um shape de braço patenteado que segundo eles promove uma posição de tocar mais correta. Você toca mais relaxado, e como resultado: melhor, mais rápido, e por mais tempo, também gera menor cansaço e menos risco de sofrer lesões.O EndurNeck foi inventado por Ola Strandberg e é utilizado exclusivamente nas guitarras Strandberg.

 

Alguns dos modelos Strandberg:

 

Quanto custa?

Pra ter uma belezinha dessas você vai ter que desembolsar uma boa grana, elas custam a partir de $ 1.895,00 cerca de R$ 7.500,00 sem impostos (valor dos modelos de entrada, Boden OS 6 e OS 7). Os modelos signature (Chris Letchford ou Paul Masvidal) custam $ 3.550,00 cerca de R$ 13.900,00. Já o modelo top Boden Custom Shop sai por $ 3.700,00 cerca de R$ 14.500,00 sem impostos.

*OBS: Valores relativos à cotação atual, Nov/2015.

Descubra mais a respeito da marca no site:

https://strandbergguitars.com/

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Faça Você Mesmo (DIY) – Rack PVC para 5 guitarras

E aí pessoal, tudo bend?

Todo guitarrista sabe por a mão na massa de vez em quando, seja por falta de dinheiro ou por gosto, a gente sempre está fazendo gambiarras não é mesmo? Bom, se tem uma coisa que eu gosto muito é de projetar e construir coisas, há algum tempo eu queria fazer um destes racks para as minhas guitarras, deixar minha bagunça mais organizada, mas não achei nenhum tutorial em português que me auxiliasse, sendo assim o jeito foi me virar com os tutoriais em inglês e experimentar um pouco de erro e acerto até conseguir finalmente chegar a um resultado decente. Se você quer fazer um desses gastando pouco e sem ter dores de cabeça, este passo-a-passo é obrigatório!


Materiais necessários:

  • 1 Barra de Cano 3/4 PVC  (6 metros)
  • 16 Conectores de 3 vias “T” 3/4
  • 6 Conectores de 2 vias “Cotovelo” 3/4
  • 6 Tampas de vedação “Tampão” 3/4
  • 6 Metros de Tubo Isolante Térmico (Espuma) P/ Ar Condicionado
  • Trena (ou fita métrica)
  • Arco de Serra
  • Estilete
  • Cola de cano (Opcional)
  • Lixa D’água (Opcional)
  • Tinta Spray (Opcional)

Todo o material é fácil de encontrar, o tubo isolante você irá encontrar em qualquer loja de materiais para ar condicionado e o restante em qualquer depósito de materiais de construção. O que saiu mais caro pra mim foi a barra de cano e a tinta spray (pouco mais de R$ 20 cada), e no total gastei menos de R$ 60.

CUIDADO !

Usar o arco de serra pode ser perigoso, se você nunca fez isso ou se sente inseguro chame alguém que tenha experiência pra te ajudar.


Montagem:

Você deve cortar o cano em peças com tamanhos diferentes e na quantidade listada abaixo:

  • 6 Peças de 5cm cada
  • 2 Peças de 7,5cm cada
  • 5 Peças de 10cm cada
  • 8 Peças de 15cm cada
  • 4 Peças de 30cm cada
  • 4 Peças de 37,5cm cada
  • 1 Peça de 80,7cm


Parte de Cima:

Você vai usar as seguintes peças:

  • 2 Peças de 5cm
  • 5 Peças de 10cm
  • 6 Peças de 15cm
  • 2 Cotovelos
  • 6 Conectores “T”
Disposição das peças

Disposição das peças

Parte de cima montada


Parte Central:

Você vai usar as seguintes peças:

  • 1 peça de 80,7cm
  • 4 peças de 30cm
  • 2 Conectores “T”

Disposição das peças

Parte central montada


Parte de baixo (pés):

Você vai usar as seguintes peças:

  • 4 Peças de 5cm cada
  • 2 Peças de 7,5cm cada
  • 2 Peças de 15cm cada
  • 4 Peças de 37,5cm cada
  • 4 Cotovelos
  • 8 Conectores “T”

Disposição das peças

Parte de baixo montada


Juntando as partes:

Conecte as três partes uma na outra, vai ficar assim:

OBS: Não esqueça de forçar bem as peças pra encaixarem até o final uma dentro da outra, principalmente as menores. Eu não vejo necessidade de colar porque só encaixando já fica bem firme, mas se você quiser pode fazer isso.


Colocando a espuma:

Você deve colocar o isolamento onde as guitarras vão encostar. A parte superior e parte inferior exigirá o preenchimento. Risque as peças de cano rente aos conectores, pra quando você desmontar conseguir cortar os tubos isolantes no tamanho certo, desmonte tudo e em seguida corte as espumas conforme o tamanho de cada pedaço de PVC e encaixe as peças dentro dos tubos, depois monte tudo novamente. Se não quiser desmontar tudo pode fazer igual eu fiz, faça um corte horizontal de fora a fora nas espumas com o estilete para poder encaixá-las, depois prenda nas pontas com enforca-gato, mas visualmente não vai parecer tão bem acabado quanto no outro método.

Tubo de isolamento encaixado


Pintura:

Bom, isso vai depender de você, eu preferi jogar um spray preto fosco pra dar uma aparência mais uniforme e disfarçar a cor marrom do PVC. É melhor pintar antes de adicionar a espuma, caso contrário você vai ter muito mais trabalho pra isolar com fita todas as partes onde não pode cair tinta (foi assim que eu fiz, dá um trabalhão, acredite). Não existe tinta específica para PVC, então comprei pra plástico, não se esqueça que para ter uma melhor aderência da tinta você precisa lixar todas as peças com a lixa d’água. Após a pintura aguarde pelo menos 24 horas antes de começar a usar o rack.


Finalmente pronto!

Seu rack está pronto para colocar suas guitarras, coloque onde desejar e tenha muito mais organização na sua bagunça de guitarrista ! Veja abaixo algumas fotos de como ficou o meu rack:

É isso pessoal, espero que este tutorial tenha sido útil, um grande abraço e Let’s Rock !

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Drops – Eternal Descent / Heavy Metal Heroes

E aí pessoal, tudo bend?

O Mais Guitarra tem o objetivo de ser um canal com conteúdo variado, sendo assim você vai ver de tudo um pouco por aqui. Hoje eu decidi falar um pouco sobre esse jogo chamado Heavy Metal Heroes da Eternal Descent. Estrelas do Rock e do Metal pesado dão as caras nesse jogo gratuito para Android e iOS que eu achei difícil, mas sensacional !!

Baseado na série de quadrinhos criada pelo guitarrista britânico Llexi Leon, Heavy Metal Heroes ​​coloca você no papel de Sirian, um guerreiro nômade lutando contra hordas intermináveis ​​de monstros. Armado com sua guitarra dotada de poderes sobrenaturais, Sirian deve atravessar as profundezas do submundo e eliminar tudo o que vem pela frente através de golpes com a guitarra e especiais arrasadores, Wayne (Static X) e Michael Amott (Arch Enemy) são os chefões que você terá que enfrentar, o mais legal é jogar ouvindo a trilha sonora, que conta com composições originais de Joe Satriani, Misha Mansoor (Periphery) e Andrew WK.

Trailer:

Print Screens:

Personagens:

Download:

Apple iOS: http://tinyurl.com/HeavyMetalHeroes

Android: http://tinyurl.com/HeavyMetalAndroid

Guitarra dos sonhos [01] – Daemoness

Fala pessoal, tudo bend?

Resolvi fazer algo diferente aqui no blog, muita gente que acha que as únicas marcas de guitarra top que existem são Gibson e Fender, mas existe uma infinidade, muitas delas talvez a gente nem conheça e várias delas estão aqui no Brasil (sim, acredite), então de vez em quando eu vou falar  sobre uma marca diferente de guitarra e deixar muitas fotos bacanas pra instigar a G.A.S !

A primeira marca da qual eu quero falar é a Daemoness Guitars do Reino Unido, uma das melhores guitarras do mundo pra tocar Heavy Metal, pelo menos isso é o que garantem os felizes proprietários e alguns entusiastas da marca.

De 2009 pra cá, houve uma ascensão enorme da Daemoness principalmente na Europa, a qualidade no acabamento aliada a uma excelente construção, grafismos que são verdadeiros quadros feitos à mão, infinitas possibilidades de personalização e timbres brutais para Heavy Metal renderam à Daemoness o posto de queridinha dos metaleiros.

A proposta deles é fazer somente guitarras para quem toca Metal, um público bastante restrito, mas nisso eles são especialistas. Os modelos fabricados são Cimmerian, Hadian, Valkenbyrd, Jotun, Atlantean, Confessor, e Dominvs.Cada guitarra tem gráficos feitos à mão ou inlays encrustados que as tornam peças de arte incríveis e únicas.

O luthier:

Dylan Humphries é o cara responsável por construir essas belezinhas, além de um baita luthier o cara é especialista em arte gótica medieval, ele faz pinturas incríveis que dá pra conferir em muitas guitarras da marca, também faz parte da equipe o seu luthier aprendiz Tom Redman.

Dylan foi luthier aprendiz na oficina de Tom Waghorn em Bristol (um dos melhores luthiers do mundo, ainda falaremos sobre o trabalho dele aqui no blog), e começou a fazer guitarras com o nome “Daemoness” no final de 2007, desde o início ele integrou o trabalho artístico em suas guitarras através de incrustações ou gráficos personalizados. No seu site oficial ele descreve sua arte da seguinte forma:

“Eu tenho estudado desenho, pintura e as formas de fazer imagens desde que eu era uma criança. Meus trabalhos de arte exploram a condição humana, a história da humanidade, o corpo, morte, poder, guerra, religião, civilização, o apocalipse, e a eternidade. Eu uso o império romano como um prisma para dividir e analisar a luta entre a ordem e o caos. Eu sou ateu, mas estou inspirado pela história do cristianismo primitivo, o ocultismo e os deuses mais velhos da história antiga”

Eles nunca fazem a mesma guitarra duas vezes, mas não há problema em construir um projeto similar a outro já feito abordando um ângulo diferente, Dylan trabalha com os conceitos que ele achar inspiradores, fazendo o próprio trabalho de design e composição também, conceitos já prontos não são aceitos por ele.

Construção:

Guitarras para tocar Metal precisam ter o corpo sólido, não é regra mas normalmente se obtém melhores resultados, a maioria das Daemoness têm esse tipo de corpo e ocasionalmente corpos “chambered” (com câmaras). As madeiras mais utilizadas por eles na construção dos corpos são Mahogany (Mogno), Swamp Ash, Korina, e Alder.O design que já é marca registrada foi desenvolvido pelo próprio Dylan, mas tratando-se de um Custom Shop pode ser alterado a pedido do cliente, ou até criar algo do zero. O hardware utilizado varia bastante, mas só são utilizados componentes de altíssima qualidade. A parte de finalização fica por conta de Phil McAllister, especialista em pintura e acabamentos que é bem renomado mundialmente.

Alguns dos modelos já feitos pela Daemoness:

Quanto custa?

Guitarras de 6 e 7 cordas custavam em torno de 1800 Euros (somente mão de obra), mais o valor das madeiras e do hardware, modelos Multi-escala de 7 cordas 1950 Euros e 8 cordas 2100 Euros, no total chegava a custar entre 3 e 5 mil Euros, eu disse “custavam” porque a carteira de pedidos da marca foi fechada em julho de 2015. Em comunicado oficial Dylan informou que não iria aceitar novos pedidos, pois o alcance global que a marca atingiu fez com que o prazo de espera para novos pedidos ficasse cada vez maior, prejudicando clientes e também a empresa.

A notícia boa é que isso é apenas provisório até que eles possam se adequar à nova demanda, além disso Dylan promete que suas guitarras sempre terão esse valor aproximado, pois ele não pretende tornar Daemoness um produto pra poucos, ele diz que sua vontade é que qualquer jovem que poupe dinheiro por 2 verões possa ter uma dessas.

Descubra mais a respeito da marca no site:

http://daemonessguitars.co.uk/

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